Perícia aponta causa do acidente fatal da mineradora no Amapá
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Brasília/DF - O acidente ocorrido em março
deste ano, no terminal portuário da mineradora multinacional Anglo American,
em Santana, no Amapá, foi fruto de negligência e imprudência da empresa. É o
que aponta o laudo do exame pericial elaborado pelo Departamento de
Criminalística da Polícia Técnico-Científica do Amapá (Politec) a que a
Agência Brasil teve acesso no dia 9. Quatro trabalhadores morreram, dois
continuam desaparecidos e o local segue interditado.
No laudo, os cinco peritos apontam que o desmoronamento de parte do terreno onde a empresa Anglo American armazena milhares de toneladas de minério de ferro foi causado por vários fatores, tais como a sobrecarga de operações de transporte e embarque de minérios e o estoque de material próximo à margem do Rio Amazonas. A principal causa, contudo, foi a ausência de estruturas de contenção adequadas junto à margem do terminal portuário. Segundo os peritos, essas estruturas serviriam para reforçar a estabilidade do solo e o talude construído pela empresa. O talude é uma espécie de contenção inclinada, feita no próprio terreno. No acidente, foi justamente o talude, cuja altura variava entre 20 metros e 40 metros, que desmoronou. Com o deslizamento, não só a terra, mas parte da montanha de minério armazenado no topo do talude atingiu caminhões, guindastes, parte do escritório da empresa e arrastou para o fundo do rio seis trabalhadores que carregavam uma embarcação com destino à China. De acordo com o laudo, o pátio de estocagem tinha capacidade para armazenar 288 mil toneladas de minério. O impacto da queda do material na água gerou uma onda que atingiu o píer e embarcações. No entanto, os peritos foram taxativos ao afirmar que, ao contrário do que a Anglo American divulgou inicialmente, o acidente não foi causado por fenômenos naturais. Os peritos também apontam que, até a conclusão do laudo, a empresa não havia entregue cópias dos projetos da obra portuária, da licença de construção e dos exames de ensaio de resistência do solo. Também não foram apresentados documentos ou registros atestando que os estudos prévios do solo, como testes de sondagens e de pesquisas geológicas, tenham sido feitos. Próximo ao cais flutuante, a profundidade do rio varia entre 37 metros e 40 metros. Já o píer flutuante tinha nove metros de largura por 250 metros de cumprimento e era usado por embarcações que transportavam o minério vendido pela Anglo American a países do Oriente Médio, da Ásia e Europa. Após o acidente, o empreendimento foi interditado por órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego, que avaliou que o local oferecia risco aos trabalhadores. O Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap) multou a empresa em R$ 20 milhões, alegando que houve alterações graves na natureza. A multinacional está recorrendo da sanção. Procurada, a Anglo American ainda não se pronunciou sobre as conclusões da polícia técnico-científica. Foto: Jorge Júnior - Governo do Amapá - Divulgação Leia também: Mineradora garante que cumpriu norma de segurança Grupo Móvel do Ministério do Trabalho investigou acidente |
Aborda as condições de Segurança e Saúde no Trabalho.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Risco Geotécnico: Sem Prevenção não há Segurança
terça-feira, 23 de julho de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
Dono de chalana e Marinha começam a ser julgados por naufrágio em MT.
O acidente que vitimou 9(nove) pessoas, entre passageiros e tripulantes, ocorreu em 2008 no pantanal Mato-Grossense e ,agora, dia 10/07/2013 os sobreviventes começam a ser ouvidos no processo por dano moral e material em face do proprietário da embarcação chalana e da Marinha do Brasil. É muito comum a utilização da chalana tanto para pescarias, como para passeios no rios pantaneiros, no caso o acidente aconteceu no rio Cuiabá, mas no rio Paraguai, que banha a região pantaneira dos dois Estados Mato-Grossenses, também existem grande fluxo de chalanas. A acusação alega que a reforma realizada na embarcação foi o fator preponderante do acidente. O barco havia sido inspecionado pela Marinha. O fato da embarcação não ter sido ainda periciada, devido ao naufrágio e se encontrar no fundo do rio, vem dificultando o andamento do processo.
Veja vídeo sobre o assunto clicando AQUI.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Acidente de trabalho: prevenção e tutelas de urgência
Quais instrumentos jurídicos podem ser utilizados para garantir reparação ao trabalhador acidentado? Quando utilizá-los? Essas perguntas serão debatidas por especialistas durante o seminário em Fortaleza.
O evento ocorrerá de 08 a 09 de agosto na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará e poderá ser assistido pela internet no sítio abaixo indicado:
Informe-se sobre o Seminário Acidente de Trabalho, Clicando AQUI.
O evento ocorrerá de 08 a 09 de agosto na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará e poderá ser assistido pela internet no sítio abaixo indicado:
Informe-se sobre o Seminário Acidente de Trabalho, Clicando AQUI.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Vítimas de escalpelamento são submetidas a tratamento cirúrgico pela ABCP
A Associação Brasileira de Cirúrgia Plástica (ABCP) realiza tratamento cirúrgico em centenas de vítimas de escalpelamento na Região Norte do Brasil.
O escalpelamento é um acidente ocasionado pela avulsão (extração traumática) do couro cabeludo e lesões em áreas adjacentes do mesmo,apresentando uma alta incidência na comunidade ribeirinha, moradores de entornos dos rios da região amazônica, que trafegam em embarcações mal equipadas, com eixo do motor desprotegido. Crianças e mulheres são as mais atingidas, que por algum descuido os cabelos entram em contato com o eixo do motor em alta rotação, ocorrendo o escalpelamento de forma abrupta e traumática.
O escalpelamento acarreta seqüelas físicas, funcionais e psicológicas significativas.
O trauma envolve diretamente todas as estruturas ligadas ao crânio, pescoço e cintura escapular, sendo observados maiores conseqüências nessas regiões.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA PESCA: SEM PREVENÇÃO NÃO HÁ SEGURANÇA.
Nos últimos 12 meses, 8 (oito) pescadores pereceram por naufrágio no litoral de Camocim e Acaraú no Estado do Ceará. Para prevenir acidentes como estes segue a seguir as orientações valiosas do Manual de Segurança dos Pescadores elaborado e disponível gratuitamente no sítio a seguir indicado. Divulgue este Manual e Salve Vidas no Mar.
Previna acidentes na pesca acessando o Manual de Segurança dos Pescadores no sítio abaixo indicado:
Para baixar o Manual de Segurança dos Pescadores click AQUI.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
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INSEGURANÇA NO TRABALHO DOS ASTRONAUTAS NO ESPAÇO
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